Monsenhor João Scognamiglio Clá Dias

Mons. João Scognamiglio Clá Dias é natural de S. Paulo, Brasil, tendo nascido a 15 de agosto de 1939. Seus pais, António Clá Dias e Annitta Scognamiglio Clá Dias, constituíam uma família de imigrantes europeus (o pai era espanhol, originário de Cádiz e a mãe, italiana, é natural de Roma), na qual a fé católica, herdada de seus maiores, era ainda muito viva.

Esse vigor da Fé manifestou-se desde cedo no jovem João, pois, já nos bancos escolares procurava organizar com seus colegas um movimento para dar aos jovens uma orientação virtuosa à existência. Fez parte das Congregações Marianas e, a convite de um professor, ingressou, em 23 de maio de 1956, na Ordem Terceira do Carmo, dos PP. Carmelitas da antiga observância, na cidade de S. Paulo, fato que marcou sua vida.

Fez os seus estudos secundários no Colégio Estadual Roosevelt e cursou Direito na tradicional Faculdade do Largo de São Francisco, de São Paulo. Durante os estudos superiores, destacou-se como um ativo líder universitário católico nos convulsionados anos que precederam a revolução da Sorbonne, de maio de 1968.

Mons. João S. Clá Dias é cônego honorário da Basílica Papal de Santa Maria Maior, em Roma, e Protonotário Apostólico.

Formou-se em Filosofia e, em Teologia, pelo Centro Universitário Ítalo-Brasilero, de São Paulo; é licenciado em Humanidades pela Pontificia Universidad Católica Madre y Maestra, da República Dominicana, e também é Mestre em Direito Canônico pelo Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro.

Seu intenso desejo de dedicar a vida ao apostolado, na fidelidade ao magistério da Cátedra de Pedro, somado à consciência vívida da necessidade de um profundo conhecimento doutrinário, o levou a realizar estudos teológicos tomistas com grandes catedráticos de Salamanca (Espanha), como o Pe. Arturo Alonso Lobo O.P., o Pe. Marcelino Cabreros de Anta C.M.F., o Pe. Victorino Rodríguez y Rodríguez O.P., o Pe. Esteban Gómez O.P., o Pe. Antonio Royo Marín O.P., o Pe. Teófilo Urdánoz O.P. e o Pe. Armando Bandera O.P. Como demonstração de profundo agradecimento aos seus mestres, divulgou anos depois as biografias de vários deles, com edições na Espanha e nos Estados Unidos: “Antonio Royo Marín, mestre de espiritualidade, brilhante pregador e famoso escritor”, “Pe. Cabreros de Anta CMF, firme pilar do Direito Canônico em nosso século”.

O fruto desses estudos foi a fundação, mais tarde, de institutos, com vista à formação intelectual e doutrinária dos Arautos do Evangelho: o Instituto Filosófico Aristotélico Tomista (IFAT) e o Instituto Teológico São Tomás de Aquino, assim como o Instituto Filosófico-Teológico Santa Escolástica, para o ramo feminino, e a Faculdade Arautos do Evangelho, que se inicia com os cursos de Filosofia e Teologia.

Vendo que a música seria um eficaz meio de evangelização, aperfeiçoou seus conhecimentos com o renomado maestro Miguel Arqueróns, regente do Coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo.

Seu anseio de perfeição o levou, em 1970, a iniciar uma experiência de vida comunitária, em um antigo imóvel beneditino, em São Paulo. Dos primeiros companheiros, ninguém perseverou. Porém, após numerosas dificuldades, aquela experiência adquiriu solidez, dando origem ao movimento de evangelização dirigido por Mons. João Clá. Multiplicaram-se, a partir deste foco originário, casas de vida comunitária onde seus membros se dedicam à oração e ao estudo como preparação para a ação evangelizadora.

Juridicamente, tomou a forma de uma Associação Privada de Fiéis, os Arautos do Evangelho, na diocese de Campo Limpo (Brasil). E em decorrência de sua implantação em outros 20 países, foi reconhecido pelo Pontifício Conselho dos Leigos, em 22 de fevereiro de 2001, como uma Associação Internacional de Direito Pontifício, que hoje estende suas atividades a 78 países, nos cinco continentes. Pouco depois, o Vicariato de Roma confiou aos Arautos do Evangelho o encargo da igreja de S. Benedetto in Piscinula.

Mons. João Clá Dias é fundador e o atual Presidente-Geral dos Arautos do Evangelho.

Organizou também um ramo feminino dos Arautos, o qual concretizou – de modo semelhante, mas separadamente do ramo masculino – o ideal de vida comunitária, como meio de alcançar a santidade e melhor se preparar para a missão evangelizadora. Do ramo feminino dos Arautos nasceu mais tarde a Sociedade de Vida Apostólica Regina Virginum,  reconhecida em 4 de Abril de 2009, pelo Santo Padre Bento XVI.

O desejo de uma maior entrega ao Senhor e aos irmãos levou Mons. João Clá a se preparar para o ministério sacerdotal, junto com alguns de seus companheiros.

Sendo uma das origens remotas dos Arautos do Evangelho a Ordem Terceira do Carmo, foi um prelado carmelitano, D. Lucio Angelo Renna, à época bispo de Avezzano, na Itália, que acolheu os primeiros sacerdotes desta Associação.

Foram ordenados presbíteros, juntamente com Mons. João Clá, a 15 de junho de 2005, na mesma Basílica do Carmo onde quase 50 anos antes ele começara suas atividades a serviço da Igreja e dos irmãos. Honrou a cerimônia com sua presença o cardeal D. Cláudio Hummes, sendo concelebrantes mais sete bispos e setenta sacerdotes.

Estes primeiros sacerdotes dos Arautos do Evangelho constituíram a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, aprovada em 04 de Abril de 2009, pelo Papa Bento XVI. Atualmente Mons. João Clá, como fundador de Virgo Flos Carmeli e seu superior geral.

No âmbito dos Arautos do Evangelho, organizou cerca de 50 coros e bandas nos países onde atuam. É regente do Coro e Orquestra Internacional dos Arautos do Evangelho, que já realizou turnês em vários países da Europa e das Américas.

Escreveu obras de grande divulgação (chegando algumas a superar um milhão de exemplares), publicadas em português, espanhol, inglês, italiano, francês, polonês e albanês: “Fátima, aurora do terceiro milênio”, “O Rosário, a oração da paz”, “Sagrado Coração de Jesus, tesouro de bondade e de amor”, “Medalha Milagrosa, história e celestiais promessas”, “Via Sacra”, “Jacinta e Francisco, prediletos de Maria”, “Orações para o dia-a-dia”, “Mãe do Bom Conselho”, “Dona Lucilia” e “Comentários ao Pequeno Ofício da Imaculada Conceição”.

Mons. João Clá é membro da Sociedade Internacional Tomás de Aquino, da Academia Marial de Aparecida, e da Pontifícia Academia da Imaculada.
Foi condecorado em diversos países por sua atividade cultural e científica, recebendo a Medalha de Ciências do México e o título de Doutor Honoris Causa, outorgado pelo Centro Universitário Ítalo-Brasileiro, de São Paulo.

É fundador e colaborador da revista mensal Arautos do Evangelho, publicada em inglês, português, espanhol e italiano, totalizando cerca 800 mil exemplares de tiragem. Nela mantém, desde 2002, a seção “Comentário ao Evangelho”.

Também a revista acadêmica “Lumen Veritatis”, da qual é colaborador, publicada pela Faculdade Arautos do Evangelho, saiu a lume em outubro de 2007, graças ao seu estímulo.

Para auxiliar obras de apostolado carentes, criou na Associação Arautos do Evangelho, no Brasil, o fundo de assistência “Misericórdia”, o qual coleta doações por meio de mala direta.

Em 2005, sob o seu impulso e orientação iniciou as atividades letivas, em São Paulo, o Colégio Arautos do Evangelho Internacional.

A construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Seminário dos Arautos do Evangelho, foi sua mais recente realização, estando também quase concluído, graças à sua iniciativa, o Mosteiro do Monte Carmelo, da Sociedade Regina Virginum.

No dia 15 de Agosto o Santo Padre Bento XVI, como reconhecimento a Monsenhor João Clá por toda a obra que tem desempenhado em favor da Santa Igreja, entregou pelas mãos do Cardeal Franc Rodé, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, a medalha “Pro Eclesia et Pontifice”, uma das honras mais altas concedidas pelo Santo Padre aqueles que se distinguem por sua atuação em favor da Igreja e do Romano Pontífice.

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O PAPA SE TRANSFERE À RESIDÊNCIA EPISCOPAL DE SYDNEY, QUE O HOSPEDARÁ NESTES DIAS DO DMJ

Sydney, 16 jul (RV) – Bento XVI deixou, hoje, às 18hs, horário local, o Centro de Estudos do Opus Dei, em Kenthurst, e se dirigiu, de automóvel, para a Residência Episcopal da Catedral de Sydney, a 54 km. de distância.

Sobre esta manhã do Papa, eis o que disse o nosso correspondente em Sydney, Roberto Piermarini:

“Esta manhã, Bento XVI celebrou Missa na Capela da residência, que o hospedou nos primeiros dias da sua Viagem Apostólica. Depois, abençoou a primeira pedra do novo edifício do Centro de Kenthurst para a formação da juventude… Ao se despedir dos presentes, um grupo de dez jovens que trabalham no zoológico de Sydney, mostraram pequenos animais típicos daquele país, como um canguru, um coala, uma serpente, um papagaio, crocodilo. Como lembrança, deram ao Papa um coala de pelúcia. Estavam presentes os Cardeais Tarcisio Bertone e George Pell, além do seu secretário pessoal, George Gaenswein, e o organizador das viagens papais, Alberto Gasbarri”.

Enfim, após ter-se despedido e agradecido os funcionários e membros do Opus, o Papa se transferiu à residência episcopal de Sydney, onde permanecerá até o final da sua Viagem Apostólica à Austrália. O Santo Padre jantou com a sua comitiva e ali pernoitará.

Amanhã, quinta-feira, o Santo Padre iniciará cedo suas atividades públicas. Depois de três dias de adaptação, descanso, meditação, oração e passeios, o Papa se dirigirá à Residência Governamental de Sydney, onde haverá a cerimônia de boas-vindas.

A seguir, o Pontífice irá visitar o monumento memorial da bem-aventurada Mary MacKillop, conhecida como Madre Maria da Cruz, a primeira australiana elevada à glória dos altares pelo Papa JPII em 1995. Depois, vai fazer uma visita de cortesia ao Governador Geral da Austrália, Michel Jeffery, onde se encontrará também com o Primeiro Ministro Kevin Rudd.

No final da tarde, Bento XVI vai se encontrar, brevemente, com a comunidade aborígene, que lhe apresentará suas danças típicas e cantos tradicionais, no porto da Baía de Sydney.

Na Missa conclusiva do evento, no próximo domingo, um grupo de aborígenes representará os povos nativos da Austrália. No entanto, nestes dias, o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, visitou uma aldeia de aborígenes, acompanhado por alguns outros membros da comitiva papal.

Segundo o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, em seus pronunciamentos Bento XVI vai abordar a questão do respeito pelos aborígenes.

Em 2006, numa Carta enviada por ocasião dos 20 anos da visita de João Paulo II à Austrália, Bento XVI referiu-se a espinhosa questão, afirmando que “só através da aceitação da sua verdade história, é possível chegar a uma sã compreensão da realidade contemporânea e aderir à visão de um futuro harmonioso”.

Recordamos que, ao chegar ao território australiano, domingo de manhã, durante a escala técnica do vôo papal, no aeroporto de Darwin, Bento XVI recebeu de presente dos aborígenes uma réplica da imagem de “Nossa Senhora dos Aborígenes”, venerada pelos povos nativos da Austrália.

O presente foi entregue pelo bispo local, Dom Eugênio Hurley, que se declarou feliz pela oportunidade de acolher o Papa “em nome de todos os australianos”, mas, de modo particular, “da população autóctone”. (MT)

Fonte: www.radiovaticana.org

Arautos do Evangelho – Bicentenário da Polícia Civil será lembrado com uma solene missa na Catedral da Sé

São Paulo.- No próximo domingo 20 de julho, às 11:00 horas na Catedral da Sé, a Polícia Civil comemorará os 200 anos de sua fundação, com uma solene eucaristia que será presidida pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, e contará com a animação litúrgica dos Arautos do Evangelho.
A Polícia Civil foi instituída no Rio de Janeiro, pelo príncipe regente Dom João VI, em maio de 1808, quando criou-se também o cargo de Intendente-Geral de Polícia da Corte e do Estado de Brasil, similar ao que existia em Portugal. Suas principais atribuições eram controlar o ingresso e permanência de estrangeiros, assim como regular a vida pública da Colônia. Em poucos anos, a instituição sedimentou-se, delineando as bases de um modelo policial disseminado por todo o Brasil, dando a origem às demais Polícias Civis.
Ao longo de sua história, a instituição passou por diversas transformações. Com a Proclamação da República, em 1889, os serviços de polícia passaram a ser regulamentados por leis estaduais, sendo que, em 1902, o Presidente da República, Rodrigues Alves, reformou o serviço policial da capital, denominando-o Polícia Civil do Distrito Federal. Em 1965, foram promovidas alterações adicionais, em especial a implantação do Regime Jurídico dos Policiais Civis da União e do Distrito Federal, iniciando a era contemporânea da Polícia Civil.
Atualmente, as polícias civis são dirigidas por delegados de polícia de carreira e possuem a incumbência, ressalvada a competência da União, de exercer as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares, conforme estabelecido na Constituição Federal.

PRESIDENTES DAS CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS ITALIANA E FRANCESA FALAM DAS ESPERANÇAS DOS JOVENS EM SYDNEY

Cidade do Vaticano, 15 jul (RV) – O respeito pelas reservas naturais e pela vida, as perspectivas de futuro para os jovens e o impulso deste 23° Dia Mundial da Juventude, foram os temas abordados pelo Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco, numa coletiva de imprensa realizada hoje em Sydney no âmbito do evento.

O purpurado sublinhou que o DMJ é um evento válido, eficaz para o crescimento da fé nos jovens. Dom Bagnasco ressaltou que a Igreja tem a tarefa de apresentar os valores que realmente contam na vida a fim de responder àqueles que buscam ideais árduos, mas verdadeiros, pelo quais vale à pena sacrificar a vida.

Dom Bagnasco ressaltou ainda que a Igreja deve empenhar-se para que existam perspectivas de futuro para os jovens em nível de trabalho, de compromisso, de moradia: condições que impedem os jovens hoje de enfrentar a vida e formar uma família.

Segundo o presidente da CEI, o DMJ é um evento que continua atraindo muitos jovens, até mesmo aqueles que não freqüentam habitualmente a Igreja. “Antes de uma escolha de fé eles buscam a vida, a plenitude do amor, a felicidade verdadeira, os ideais que não encontram nas efêmeras experiências cotidianas”, ressaltou o purpurado.

Já o cardeal-arcebispo de Paris, André Vingt-Trois, disse hoje em Sydney que os jovens vão a este evento com a esperança de viver uma forte experiência, de ouvir a mensagem do Papa e descobrir a realidade da Igreja na Austrália.

O cardeal francês ressaltou ainda que o DMJ é uma experiência que ajuda muitas pessoas a descobrir que a fé cristã pode ser visível na sociedade. (MJ)

Fonte: www.radiovaticana.org

TV Arautos – O Pe. João Clá Dias comenta “A palavra de Deus”

Devemos ser em relação a palavra de Deus, como foi Nossa Senhora. Ela foi a terra fértil da Jesus nos fala na parábola do semeador, pois ouviu e pôs em prática a palavra de Deus.

Primeira Leitura
Is 55, 10-11

Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão.

Segunda Leitura
Rm 8, 18-23

Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada.
Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus.
Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia.
Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo.

Salmo Responsorial
Sl 64

Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Cântico.
A vós, ó Deus, convém o louvor em Sião, é a vós que todos vêm cumprir os seus votos,
vós que atendeis as preces. Todo homem acorre a vós, por causa de seus pecados. Oprime-nos o peso de nossas faltas: vós no-las perdoais.
Feliz aquele que vós escolheis, e chamais para habitar em vossos átrios. Possamos nós ser saciados dos bens de vossa casa, da santidade de vosso templo.
Vós nos atendeis com os estupendos prodígios de vossa justiça, ó Deus, nosso salvador. Vós sois a esperança dos confins da terra, e dos mais longínquos mares.
Vós que, com a vossa força, sustentais montanhas, cingido de vosso poder.
Vós que aplacais os vagalhões do mar, o bramir de suas vagas e o tumultuar das nações pagãs.
À vista de vossos prodígios, temem-vos os habitantes dos confins da terra; saciais de alegria os extremos do oriente e do ocidente.
Visitastes a terra e a regastes, cumulando-a de fertilidade. De água encheu-se a divina fonte e fizestes germinar o trigo. Assim, pois, fertilizastes a terra: irrigastes os seus sulcos, nivelastes e as sua glebas; amolecendo-as com as chuvas, abençoastes a sua sementeira.
Coroaste o ano com os vossos benefícios; onde passastes ficou a fartura.
Umedecidas as pastagens do deserto, revestem-se de alegria as colinas.
Os prados são cobertos de rebanhos, e os vales se enchem de trigais. Só há júbilo e cantos de alegria.

Evangelho
Mt 13, 1-23

Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago.
Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca. Nela se assentou, enquanto a multidão ficava à margem.
E seus discursos foram uma série de parábolas.
Disse ele: Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram.
Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda.
Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes.
Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram.
Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um.
Aquele que tem ouvidos, ouça.
Os discípulos aproximaram-se dele, então, para dizer-lhe: Por que lhes falas em parábolas?
Respondeu Jesus: Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não.
Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem.
Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam.
Assim se cumpre para eles o que foi dito pelo profeta Isaías: Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis, porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare (Is 6,9s).
Mas, quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem!
Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram.
Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador: quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho.
O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida, mas não tem raízes, é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda.
O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa.
A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um.

Assista ao Pe. João Clá Dias comentando “A palavra de Deus”, na TV Arautos.

TV Arautos – Pe. João Clá Dias comenta “Buscai a face de Deus”

Fomos criados por Deus, e a ele nós devemos tudo. Devemos pois, fazer sua vontade, não como uma obrigação, mas como uma amor filial.

Primeira Leitura
Os 10, 1-3.7-8.12

Israel era uma vinha frondosa, que dava muitos frutos. Porém, quanto mais frutos, mais multiplicava seus altares; quanto mais prosperou a terra, mais ricas estelas construiu.
Hipócrita é o seu coração: vai receber o devido castigo; ele mesmo vai derrubar seus altares e quebrar suas estelas.
E dizem, com efeito: Não temos rei, porque não tememos o Senhor; e que nos fará o nosso rei?
Samaria está aniquilada, seu rei é como espuma à tona da água.
Serão destruídos os lugares altos de Bet-Aven, o pecado de Israel. Espinhos e abrolhos crescerão nos seus altares; dirão então às montanhas: Cobri-nos! E às colinas: Caí sobre nós!
Semeai na justiça, e colhereis bondade em proporção. Lavrai novas terras! É tempo de buscar o Senhor, até que venha espalhar a justiça sobre vós.

Salmo Responsorial
Sl 104

Aleluia. Celebrai o Senhor, aclamai o seu nome, apregoai entre as nações as suas obras.
Cantai-lhe hinos e cânticos, anunciai todas as suas maravilhas.
Gloriai-vos do seu santo nome; rejubile o coração dos que procuram o Senhor.
Recorrei ao Senhor e ao seu poder, procurai continuamente sua face.
Recordai as maravilhas que operou, seus prodígios e julgamentos por seus lábios proferidos, ó descendência de Abraão, seu servidor, ó filhos de Jacó, seus escolhidos!
É ele o Senhor, nosso Deus; suas sentenças comandam a terra inteira.
Ele se lembra eternamente de sua aliança, da palavra que empenhou a mil gerações, que garantiu a Abraão, e jurou a Isaac, e confirmou a Jacó irrevogavelmente, e a Israel como aliança eterna, quando disse: Dar-te-ei a terra de Canaã, como parte de vossa herança.
Quando não passavam de um reduzido número, minoria insignificante e estrangeiros na terra, e andavam errantes de nação em nação, de reino em reino, não permitiu que os oprimissem, e castigou a reis por causa deles.
Não ouseis tocar nos que me são consagrados, nem maltratar os meus profetas.
E chamou a fome sobre a terra, e os privou do pão que os sustentava.
Diante deles enviara um homem: José, que fora vendido como escravo.
Apertaram-lhe os pés entre grilhões, com cadeias cingiram-lhe o pescoço, até que se cumpriu a profecia, e o justificou a palavra de Deus.
Então o rei ordenou que o soltassem, o soberano de povos o livrou, e o nomeou senhor de sua casa e governador de seus domínios, para, a seu bel-prazer, dar ordens a seus príncipes, e a seus anciãos, lições de sabedoria.
Então Israel penetrou no Egito, Jacó foi viver na terra de Cam.
Deus multiplicou grandemente o seu povo, e o tornou mais forte que seus inimigos.
Depois, de tal modo lhes mudou os corações, que com aversão trataram o seu povo, e com perfídia, os seus servidores.
Mas Deus lhes suscitou Moisés, seu servo, e Aarão, seu escolhido.
Ambos operaram entre eles prodígios e milagres na terra de Cam.
Mandou trevas e se fez noite, resistiram, porém, às suas palavras.
Converteu-lhes as águas em sangue, matando-lhes todos os seus peixes.
Infestou-lhes a terra de rãs, até nos aposentos reais.
A uma palavra sua vieram nuvens de moscas, mosquitos em todo o seu território.
Em vez de chuva lhes mandou granizo e chamas devorantes sobre a terra.
Devastou-lhes as vinhas e figueiras, e partiu-lhes as árvores de seus campos.
A seu mandado vieram os gafanhotos, e lagartas em quantidade enorme, que devoraram toda a erva de suas terras e comeram os frutos de seus campos.
Depois matou os primogênitos do seu povo, primícias de sua virilidade.
E Deus tirou os hebreus carregados de ouro e prata; não houve, nas tribos, nenhum enfermo.
Alegraram-se os egípcios com sua partida, pelo temor que os hebreus lhes tinham causado.
Para os abrigar Deus estendeu uma nuvem, e para lhes iluminar a noite uma coluna de fogo.
A seu pedido, mandou-lhes codornizes, e os fartou com pão vindo do céu.
Abriu o rochedo e jorrou água como um rio a correr pelo deserto, pois se lembrava da palavra sagrada, empenhada a seu servo Abraão.
E fez sair, com júbilo, o seu povo, e seus eleitos com grande exultação.
Deu-lhes a terra dos pagãos e desfrutaram das riquezas desses povos, sob a condição de guardarem seus mandamentos e observarem fielmente suas lei.

Evangelho
Mt 10, 1-7

Jesus reuniu seus doze discípulos. Conferiu-lhes o poder de expulsar os espíritos imundos e de curar todo mal e toda enfermidade.
Eis os nomes dos doze apóstolos: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão. Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão.
Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu.
Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor.
Estes são os Doze que Jesus enviou em missão, após lhes ter dado as seguintes instruções: Não ireis ao meio dos gentios nem entrareis em Samaria; ide antes às ovelhas que se perderam da casa de Israel.
Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo.

Assista na TV Arautos, o Pe. João Clá Dias comentando, “Buscai a face de Deus”.

CARDEAL-ARCEBISPO DE SYDNEY DÁ INÍCIO OFICIAL AO DMJ COM UMA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

Sydney, 15 jul (RV) – Enquanto o Santo Padre descansa na residência do Opus Dei, a 25 km. de Sydney, pelo segundo dia consecutivo, os jovens do mundo inteiro entram em cheio em suas atividades preparatórias para o encontro com o Papa.

Assim, hoje, teve início, oficialmente, o XXIII DMJ com a celebração da Missa, presidida pelo cardeal-arcebispo de Sydney, George Pell, no porto de Barangaroo, baía e coração da cidade. Neste mesmo lugar, depois de amanhã, os jovens darão as boas-vindas ao Papa Bento XVI.

Participaram da Santa Missa inaugural 26 Cardeais, 400 bispos, cerca de 4 mil sacerdotes, e os milhares de jovens provenientes de 170 países dos cinco continentes.

Em sua homilia, na Missa inaugural do DMJ, o Cardeal George Pell disse aos de modo especial aos jovens presentes:

“Não passem a vida sem tomar posição, pensando que é melhor não fazer escolhas, porque é cumprindo os compromissos que vocês poderão viver em plenitude. A felicidade, disse ainda, consiste em cumprir sempre os próprios deveres e obrigações, mesmo nas pequenas coisas, de modo que podemos preparar-nos para enfrentar compromissos cada vez maiores”.

“Ser discípulos de Cristo, afirmou o Cardeal Pell, exige disciplina, sobretudo, autodisciplina e domínio de si, necessário para fazer desabrochar o amor encerrado em seus corações” e concluiu:

“Espero que, com a força do Espírito Santo, vocês possam fazer parte do grande exército dos santos, que enriqueceu a história da humanidade, por gerações e gerações. Estes dias passarão rapidamente e, depois, deveremos voltar a enfrentar a nossa realidade quotidiana. Por certo período, alguns de vocês se confrontarão com uma vida amorfa e decepcionante. Porém, não se separem de Deus amoroso e do seu Filho Jesus”.

No entanto, durante estes dias, os jovens estão se preparando espiritualmente para o momento culminante do DMJ: o encontro com o Papa na vigília de Oração, no sábado, e na celebração da Santa Missa conclusiva do evento, no domingo.

Entre as várias atividades, nestes dias, os jovens estão participando, em grupos lingüísticos, de uma série de catequeses, que foram confiadas aos bispos das Igrejas locais.

A propósito, eis o que um dos bispos brasileiros, participantes no DMJ, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, auxiliar de Campo Grande (MS) e representante da CNBB, nos disse sobre tais catequeses: clique aqui para ouvir

Dom Eduardo nos fala também como está sendo a expectativa dos jovens para o encontro com o Papa e, em geral, deste DMJ: clique aqui para ouvir

Neste início oficial do XXIII DMJ, recordamos que Bento XVI é o terceiro Papa que visita a Austrália. O primeiro foi Paulo VI, em 1970; o segundo foi João Paulo II, em 1986 e 1995, ano em que beatificou a primeira australiana, a religiosa Mary Mackillop. E, agora, Bento XVI, para este grande evento eclesial do DMJ.

Recordamos ainda que os Dias Mundiais da Juventude foram instituídos por João Paulo II, em 1985, no Ano Internacional da Juventude; são celebrados a cada dois ou três anos, em cidades de continentes diferentes; contam com a presença do Papa e com a participação de jovens do mundo inteiro.

Nos anos intermediários, os DMJ são celebrados em nível diocesano, no Domingo de Ramos, nas Igrejas particulares do mundo. Para cada evento, o Papa propõe um tema. Em vista do DMJ, propriamente dito, na presença do Papa, os jovens se preparam com “Jornadas” de catequeses, orações, Missas, momentos de festa, encontros e cantos, em suas respectivas línguas.

O DMJ foi celebrado, pela primeira vez, em Roma, no Domingo de Ramos de 1986. A seguir, em 1987, os jovens foram convocados por JPII a Buenos Aires, na Argentina.

Dois anos depois, em 1989, na cidade espanhola de Santiago de Compostela; em 1991, na cidade polonesa de Czestochowa; em 1993, na cidade norte-americana de Denver; em 1995, em Manila, nas Filipinas; em 1997, em Paris, na França;

Em 2000, por ocasião do Grande Jubileu o DMJ realizou-se novamente em Roma; em 2002, em Toronto, no Canadá, o último evento juvenil presidido por JPII; em agosto de 2005, em Colônia, na Alemanha, Bento XVI presidiu ao XX DMJ, em memória do falecido Papa JPII.

Agora, em 2008, Bento XVI preside ao segundo DMJ de seu Pontificado, no distante país da Austrália.

Enquanto os jovens aguardam o primeiro encontro com o Papa, em terras australianas, depois de amanhã, dia 17, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, nos fala da permanência de Bento XVI na residência do Opus Dei, a 25 quilômetros da cidade de Sydney, onde está descansando e se adaptando ao grande fuso horário:

“O Papa iniciou com a celebração da Missa, da qual participaram, naturalmente, os funcionários da residência e seus dois secretários; depois do café da manhã, o Santo Padre fez um pequeno passeio a pé e, durante o resto da manhã, se dedicou à leitura, à oração e à revisão dos textos dos discursos que deverá pronunciar nestes dias”. (MT)

Fonte: www.radiovaticana.org